Quando Sacrificamos Quem Somos

Tenho estado a pensar por estes dias o quão sacrificamos tantas vezes o nosso bem-estar, a nossa verdade, a nossa integridade e a nossa vontade, muitas vezes em prol dos outros, em prol das relações, em prol das expetativas que os outros têm em relação a nós, em prol das nossas próprias expetativas e ilusões, em prol de tudo aquilo que muitas vezes não representa quem realmente somos.

Observo nesses processos onde nos sacrificamos a nós mesm@s, que na verdade estamos em busca de reconhecimento, de aceitação, de validação, de conforto, em busca de amor…

A maioria das vezes estes processos não são conscientes, são na verdade padrões e comportamentos que muitas vezes se começam logo a manifestar desde a nossa infância. Cedo começamos a vestir “máscaras” para agradar aos outros, para termos a atenção e aprovação dos nossos pais e familiares, mais tarde para a recebermos dos nossos amigos e colegas, depois dos nossos namorados e namoradas, e por aí fora. Anulamo-nos continuamente ao longo da vida, na esperança de obtermos mais amor, mais sentimento de pertença, maior segurança, maior acolhimento.

Nesse boicotar de quem realmente somos, nesse medo de nos mostrarmos ao mundo por medo de sermos rejeitados, nessa anulação, encontramos a dor, o desapontamento, a desilusão, e surge muitas vezes a raiva, a mágoa, a tristeza e o vazio, o desamor pela vida e por nós mesm@s…

No processo colocamos máscaras umas atrás das outras, e sempre que uma falha lá vamos nós construir uma nova, na tentativa que desta vez resulte “Pode ser que desta vez me amem… pode ser que desta vez não me rejeitem… pode ser que assim me valorizem mais…” – Relembro que estes padrões são muitas vezes inconscientes, têm uma agenda própria, são como respostas geradas automaticamente pela nossa psique, pois esta é muitas vezes a forma como aprendemos a obter atenção e valorização.

Tenho refletido bastante sobre esta questão porque também foi esta, e tem sido, a minha própria história. É importante que recebamos estas palavras com abertura e com aceitação, e se fazem sentido para ti que estás a ler, recebe-as também com muita compaixão. Porque não é para ninguém se sentir mal, não é para nos culparmos por fazermos isto, não é para termos raiva ou tristeza acerca de nós mesmos. Se reconheces este padrão em ti, então recebe esta tomada de consciência com imensa compaixão por ti própri@. Acolhe, observa e aceita… E depois poderás encontrar formas de curar e de transcender esta realidade.

Quando sacrificamos quem somos estamos a abdicar do nosso poder pessoal, estamos a desvalorizar-nos, estamos a negar-nos a legitimidade da Vida, estamos a não honrar o ser maravilhoso, único e especial que também somos.
Todos merecemos amor, somos todos crianças amadas pelo universo e pela vida, merecemos amar e ser amados, merecemos honrar e ser honrados, reconhecer e ser reconhecidos. Merecemos expressar-nos plenamente como somos. Merecemos reaprender a valorizar quem somos e assumir essa essência com humildade, com respeito e com autenticidade.

Então, como deixar de fazer isto? Como deixar de Sacrificar quem Sou? Como deixar de esconder a minha verdadeira essência?

No meu percurso de vida houve um momento em que fiquei exausta, exausta de cair sempre nos mesmos processos, exausta de uma vez após a outra continuar, impulsiva e inconscientemente, em busca de amor e de reconhecimento nos outros, exausta de me sentir infeliz, exausta de me achar não-merecedora da felicidade, exausta de me desvalorizar continuamente, exausta de me colocar no papel de vítima, sentindo-me rejeitada e abandonada por tudo e por todos.

Nesse momento decidi cuidar de mim, percebi que era importante conhecer-me melhor, pedir ajuda e confiar no processo. Iniciei esse processo com apenas 16 anos, hoje, 16 anos depois, também acompanho pessoas nestes seus processos e continuo o meu próprio. Um processo que tem sido longo, mas compensador, um processo com muitas quedas, mas com muitas vitórias, um processo onde quedas e vitórias têm sido na verdade apenas bênçãos, um processo que é aquele que me permite hoje estar aqui, a escrever de peito aberto, em total entrega e aceitação de quem sou, e cheia de amor e esperança na cura de cada um de nós.

E recentemente voltei a ficar exausta, voltei a sentir-me infeliz em vários campos da minha vida, voltei a sentir ausência de sentido em aspetos do meu dia a dia, voltei a sentir-me rejeitada por outros e pela vida. E voltei a pegar em mim, permitindo-me chorar, permitindo-me quebrar, mas permitindo-me também reunir e colar os pedaços perdidos e partidos, e cá estou eu, em mais uma nova reconstrução de quem sou. Isto não me impede de continuar a acompanhar pessoas, pelo contrário, devolve-me humanidade, devolve-me à realidade, devolve-me a mim e esse é o bem mais precioso que te posso oferecer.

Partilho então contigo um possível caminho que te pode ajudar no teu próprio processo. É o caminho que tenho descoberto na minha própria jornada, é o que faço também por mim e que hoje decidi partilhar. Leva contigo o que neste momento te ajudar e fizer sentido, o resto deixa ficar.

Os 12 Passos para Honrar e Assumir Quem Sou

1º Passo – Começa Dentro

Existe uma primeira coisa, essencial e basilar, a reconhecer – está tudo em nós. Todos os processos que possamos iniciar nas nossas vidas dependem de nós e estão em nós. Os outros, as interações, as relações, são espelhos do nosso mundo interior.

Se me anulo e se nego a manifestação da minha essência, posso encontrar fora de mim excelentes “razões” para isso “porque foram os outros, porque foram os pais, porque foi o chefe, porque foi a amiga, porque foi a doença, porque foi a morte, porque foi o acidente, etc etc…”

Essas pessoas e circunstâncias são apenas peças do puzzle, não podemos e nem devemos querer alterar os seus comportamentos, as suas ações e decisões, pois é sobre nós que incide o trabalho, que incide o nosso desenvolvimento e a responsabilidade pela nossa própria vida.

Portanto, a primeira coisa é olharmos para nós, voltarmo-nos para dentro e saber que o nosso caminho de cura e de transformação depende essencialmente de nós mesmos, da nossa entrega, da nossa abertura, da nossa disponibilidade e do nosso compromisso. Voltamo-nos para dentro, para cá dentro trabalhar, pois o que vamos alterar são os nossos paradigmas, as nossas visões, as nossas respostas, a nossa forma de agir, de estar e de ser, não as dos outros.

2º Passo – Reconhecimento

Reconhecer o padrão é essencial, só depois de reconhecermos o que fazemos e como estamos a atuar, é que podemos iniciar a solução do “problema”.

Ultrapassar este padrão pode ser um longo processo, que requer muita paciência e entrega, aceitando que vamos estando sempre em fases diferentes do ciclo.

Por vezes, pode também ser difícil descobrir e reconhecer este padrão em nós. Coloca-te as questões em baixo, reflete e tira as tuas próprias conclusões. Já conheci algumas pessoas em que o padrão apenas se manifestava, de forma mais evidente, numa área de vida especifica.

Onde procuras tu validação e reconhecimento?
Onde buscas aprovação por parte dos outros?
Onde sentes que muitas vezes te deixas para segundo plano, em prol dos outros ou das circunstâncias?
Onde e de que forma anulas a tua vontade para agradar aos outros, ou para receberes o afeto que tanto desejas?
Onde e em que circunstâncias calas a tua voz para não correres o risco de ser rejeita@?

3º Passo – Auto-compaixão

Praticar a auto-compaixão é essencial, não há nada de errado em agirmos desta forma, não há nada de errado em descobrirmos as nossas sombras e fragilidades, portanto, nada de culpas nem de autorrecriminação, aceitar e compreender que somos humanos é fundamental.

A nossa autossabotagem começa na maioria das vezes na infância, queremos sentir-nos amados e validados, e quando nos reprimem ou nos repreendem naquilo que é a nossa essência, nós fechamo-nos e adaptamo-nos ao meio. Nesses momentos começamos a acreditar que se formos livres e espontâneos, que os outros podem não gostar e não aprovar, e então começa a construção das máscaras, máscaras que vão ter um propósito muito específico de irmos obter validação, reconhecimento e amor. Isto pode aparentemente funcionar durante algum tempo, mas há medida que crescemos vamos sentindo um vazio cada vez maior, e em momentos específicos das nossas vidas a dor aumenta exponencialmente. E geralmente é nesses momentos de grande dor e desorientação, que despertamos para nós e para o que afinal não está bem há tanto tempo.

Nesses momentos de despertar é fundamental não nos recriminarmos, é importante aceitarmo-nos, acolhermo-nos e gerarmos compaixão por nós e pelas circunstâncias de vida. A partir desse lugar de compaixão podemos começar então a encontrar formas de superar o padrão e de resgatar o nosso poder pessoal.

4º Passo – Amar e Respeitar a Mim Mesm@

Esta fase é essencial ao processo de resgate do nosso poder pessoal. É fundamental estarmos connosco e olharmos com amor para nós, reconhecer as nossas qualidades, dons e talentos, e também as fragilidades. É importante aprendermos a aceitarmo-nos tal como somos, e a não termos qualquer vergonha de nos assumirmos, de honrarmos a nossa verdade e de manifestarmos a nossa vontade. É fundamental conseguirmos colocar-nos em 1º lugar, com humildade, e sempre em respeito pelo outro.

Este é um passo que só traz frutos com a prática diária, é um trabalho de bastante paciência, tolerância, compaixão, consistência e resiliência. Há dias que vão ser mais fáceis que outros, há dias em que podemos cair para depois nos levantarmos novamente, há dias que nos vamos esquecer de nos amar, mas logo quando nos dermos conta amamo-nos outra vez.

É um ciclo, é uma dança entre luz e sombra, entre consciente e inconsciente, entre ego e alma, mas é uma dança possível, é um caminho de luz, é um caminho de crescimento e de amadurecimento. E percebermos no processo, que o que verdadeiramente importa é o amor que temos por nós mesmos, ninguém nos pode amar tanto quanto nós.

E é quando finalmente nos conseguimos honrar, respeitar e assumir, que a magia acontece, e que o mundo à nossa volta parece começar a mudar, começam a aproximar-se de nós pessoas que espelham o amor e respeito que temos por nós mesmos, que nos reconhecem porque já nos reconhecemos, que nos aceitam porque já nos aceitamos, que verdadeiramente nos amam porque já nos amamos. As interações e relações com os outros são sempre um espelho do nosso mundo interior, seja da nossa luz, seja da nossa sombra.

Para fazer este caminho de amor próprio há inúmeras coisas que podes fazer, focar-te nas tuas qualidades, trabalhar com afirmações positivas, desenvolver a tua capacidade de visualização criativa, trabalhar as tuas crenças e valores de vida, procurar ajuda terapêutica, ler livros e ver filmes inspiradores sobre o tema, entre muitas outras coisas. É algo que requer entrega e trabalho da nossa parte, e um compromisso sério connosco mesmos.

5º Passo – Fazer as Pazes com o Passado

É superimportante fazermos as pazes com o passado, no melhor que conseguirmos, e também este é um processo que pode ser feito de diversas formas, em várias fases e de diferentes maneiras. Aceitar, curar e libertar o passado abre campo ao novo, limpa as feridas e abre as portas do coração, ficamos mais disponíveis para o Presente, para o Futuro e para nós mesmos.

Depois de reconhecermos que situações, circunstâncias e pessoas foram aquelas que serviram de espelho a este nosso anular de nós mesmos, há que libertar essas circunstâncias. Primeiro aceitando que aconteceram, depois, se necessário, libertando a raiva e frustração contidas, perdoar se nos for possível, e libertar, deixar ir, abrir mão da dor, da tristeza, da mágoa, do ressentimento, do que já foi…

Independentemente da forma que possamos encontrar para o fazer, curar e libertar o passado é essencial ao resgate e assumir do nosso poder pessoal.

6º Passo – Dizer “NÃO”

Quando começamos a tomar conta de nós e da nossa verdade, começamos naturalmente a desenvolver a capacidade de dizer “não”. Saber dizer “não” é essencial, não é sinal de egoísmo nem de frieza, é sinal de autorrespeito e de assertividade.

Não ajudamos ninguém quando fazemos coisas contrariados, quando fazemos coisas que nos vão magoar, quando fazemos coisas contra a nossa vontade… mesmo que seja para agradar ao outro, ou para obter satisfação e alegria de curto prazo, não é justo nem correto, para mim e para o outro, fazer algo que não está em sintonia com a minha verdadeira vontade, amor, autenticidade e merecimento.

Analisa:

Em que momentos te é mais difícil dizer “não”?
A quem te é mais difícil dizer “não”?
Em que circunstância e/ou com que pessoas precisas ser mais assertiv@?
Onde precisas de te respeitar mais?
Se já sabes que algo te vai trazer dor, tristeza ou desilusão, porque o fazes?

É possível mudar e é possível fazer diferente. É possível sentires-te bem a dizer um “não”, sem culpa e sem dor, para isso é fundamental que tenhas um forte e consistente amor-próprio, e que te saibas valorizar e respeitar.

7º Passo – Centramento

Mantermos um certo grau de centramento é muito importante. Imagina o centro de um furação, lá dentro, mesmo no centro, é possível permanecer imóvel sem que as energias envolventes nos projetem para outros lugares. Assim devemos também nós aprender a estar no Centro, no Centro de nós mesmos, num lugar de serenidade, de silêncio e de observação. Nesse lugar de Centramento tomamos decisões mais lúcidas, conseguimos ver de outras perspetivas, permanecemos num lugar onde nos envolvemos menos com o que nos acontece, é um lugar essencial à não-identificação com o que se passa dentro e fora de nós.

O Centramento alcança-se com práticas de atenção plena, práticas diárias de meditação e contemplação, um compromisso sereno e consistente com o foco de atenção no momento presente. O Centramento permite-nos ficar mais atentos e responder com mais assertividade, amor e desapego às circunstâncias da vida.

8º Passo – Aceitar as Quedas

Aceitar que muitas vezes parece que retrocedemos, aceitar que há ciclos, aceitar que hoje conseguimos superar e que amanhã estamos outra vez na gruta escura, aceitar que podemos trabalhar muito em nós e sentirmo-nos cada vez melhor, mas um dia, seja lá porque motivo for, acordamos mais tristes, mais desiludidos, ou mais deprimidos.

Os ciclos fazem parte da vida, nunca nada é para sempre, a vida é impermanente, uma constante mudança de estados, de formas, de fluxos… Aceitar isso liberta-nos e torna os processos bem mais fáceis. Por isso, aceita que há dias em que podes estar menos bem, em que podes sentir “bolas, lá estou eu novamente à procura de reconhecimento, lá estou eu outra vez a remeter a minha voz para 2º plano, lá estou eu a boicotar-me novamente…” – Nesses momentos, pára, respira fundo, abraça-te e retorna ao trabalho da compaixão e do amor por ti mesm@.

Eu acredito que não retrocedemos, o que parece retrocesso é avanço, na verdade nós vamos ascendendo numa espiral, e nessa espiral temos etapas em cima e etapas em baixo. Estes são processos essenciais no caminho, acredito que mesmo quando regressamos ao padrão antigo, que esse regresso é diferente, dá-se num outro nível, num outro ponto de consciência e da espiral evolutiva, e essa é a oportunidade de sublimarmos essa sombra a um nível ainda mais profundo.

Confia e avança, e nas quedas abraça-te, levanta-te e prossegue caminho, tudo está bem.

9º Passo – Escolher quem me rodeia

Este passo está também muito ligado ao saber dizer “não”. Muitas vezes o simples facto de nos passarmos a respeitar mais e de dizermos “não” de forma assertiva não é o suficiente para afastarmos de nós pessoas e relações tóxicas. É fundamental avaliarmos as relações das nossas vidas e escolher quem queremos do nosso lado, não devemos manter amizades só porque já têm 20 anos quando já nada mais nos liga, não devemos estar num relacionamento onde somos constantemente criticados e julgados, não devemos permitir que nos desvalorizem e exijam de nós o que não queremos e nem podemos dar.

É importante reconhecermos a qualidade das nossas relações e escolher, e saber dizer “não”, dizer “não” a relações que já não nos devolvem sentido, que não nos elevam, que não contribuem para o bem-estar comum.

Somos diretamente influenciados pelas pessoas com quem passamos mais tempo.

Com quem queres passar mais tempo?
Quem faz sentido hoje na tua vida?
Essas pessoas elevam-te? Fazem-te sorrir? Apoiam-te? Fazem-te sentir bem?

Não nos darmos com alguém ou não gostarmos de estar com alguém, não é sinónimo que essa pessoa seja má ou que não seja merecedora de amor, é apenas sinal que não há sintonia entre nós, e cada uma deve seguir livre para encontrar pessoas com quem se identifique e com quem possa ter relações com sentido. Alguém que fez sentido ontem não quer dizer que continue a fazer hoje, a vida é cíclica e impermanente, e nós também somos, nós também nos vamos alterando e modificando com o tempo, e devemos honrar a pessoa que somos a cada instante.

Escolhe sem medos, deixa ir quem é para deixar ir, deixa ficar quem é para permanecer… deixa ir com amor e aceitação, constrói relações em amor e celebração…

10º Passo – Ver na Dor uma Bênção

Nos momentos de dor, quando estamos em baixo, quando nos sentimos sozinhos, quando sentimos que nos magoaram, que alguém não reconhece o nosso valor, que as nossas expetativas foram defraudadas, que as desilusões surgem de qualquer recanto – é nesses momentos que é importante voltarmos a nós, olhar para dentro e agradecer à vida.

A capacidade de agradecer à vida nos momentos mais desafiantes, ajuda-nos a mudar o foco da dor para a bênção, ajuda-nos a ver na dor, na tristeza e na desilusão, a porta de entrada para a realidade, a porta de entrada que nos coloca onde devemos estar. Cada queda, cada desapontamento, cada desilusão esconde sempre algum tipo de bênção.

Pensa:

Se não tivesses passado por momentos difíceis na tua vida, estarias onde estás hoje?
Que acontecimento consegues recordar que julgaste como “muito negativo”, mas que mais à frente se veio a revelar uma grande bênção?

Por vezes é mais fácil reconhecer a bênção depois da tempestade passar, comigo também acontece. Mas a verdade é que vejo sempre bênçãos na dor, porque ela relembra-me o que preciso curar e cuidar em mim, porque ela me devolve a um lugar onde tenho de me amar e respeitar mais, e porque, acredito mesmo nisto, sempre que se fecha uma porta, abrem-se inúmeras janelas.

“Deus escreve certo por linhas tortas.” – Os sinais que nas entrelinhas muitas vezes não conseguimos logo decifrar.
Quando estiveres em baixo procura agradecer à vida esse momento, podes mesmo dizer “confio que tenho de passar por isto, apesar de ainda não ter todas as respostas, sei que este momento me vai levar onde tenho de estar, sei que esta situação que agora dói vai ser o passaporte para curar mais uma camada em mim, uma oportunidade de me renovar e de me aproximar do que quero realmente ser e manifestar na minha vida”.  E nesse momento entrega e confia, confia que serás amparad@ pela vida, que receberás tudo o que precisas, e que sairás do outro lado mais forte e com novas ferramentas para continuar a trilhar o teu caminho.

11º Passo –  Merecimento

Acredita que mereces o melhor da vida, que mereces a plenitude, a alegria, o amor e a felicidade. Que mereces realizar os teus sonhos. Que independentemente do teu passado, mereces hoje, aqui e agora, viver a tua verdade, mereces ser fiel a ti mesm@, mereces honrar a tua voz, mereces assumir a tua vontade, mereces trilhar o caminho que hoje faz sentido para ti.
Tu mereces e Todos merecemos. E o respeito pelo caminho uns dos outros é fundamental, o respeito pelo livre arbítrio do outro e pela sua própria vontade.

Todos Merecemos o Melhor, sempre, pelo Bem Maior de Tudo e de Todos.

Se não é fácil sentires-te merecedor(a) então investe nisso, faz afirmações diárias, ora ao universo, pede ajuda, mas aprende a honrar-te e a acreditar que mereces, acredita mesmo que também nasceste para Brilhar! 😊

12º Passo – Confiar na Vida

A Fé é crucial nestes processos. Acreditar em Nós e Acreditar na Vida, acreditar que estamos sempre no momento certo, no lugar certo, à hora certa. Acreditar que cada instante vale a pena. Acreditar que tudo passa, que tudo se renova constantemente. Acreditar que merecemos. Acreditar que é possível realizarmos os nossos sonhos. Acreditar que uma força maior nos acolhe, nos envolve e nos guia ao longo do nosso caminho.

Independentemente da fé de cada um de nós, Acreditar e Confiar na Vida é algo que devemos cultivar diariamente. Podemos manter uma prática diária de gratidão pela vida, essa prática pode ajudar-nos a elevar o espírito e a gerar uma confiança firme e inabalável pela vida.

Em vários momentos da minha vida foi a Fé que que tinha lá no fundo que me “salvou”, foi o acreditar sempre sempre que tudo tem um propósito, e que certamente o que me estava a acontecer era para o meu bem superior, o que já me ajudou a superar inúmeros desafios. Cultivo a fé todos os dias na minha vida, pela noite agradeço as bênçãos do dia e recentemente introduzi uma prática pela manhã que partilho contigo, inspirada pela partilha de uma cliente que esteve em Bali e que partilhou uma prática que os balineses fazem sempre pela manhã.

Então a prática que faço é a seguinte: Todas as manhãs, após a minha meditação, acendo um pau de incenso como sinal de purificação, e uma vela como sinal de conexão ao divino, faço depois uma oração com os meus filhos, agradecemos à vida o momento presente e colocamos uma intenção para o nosso dia.

É uma prática muito simples, mas forte e intensa. Podes criar o teu próprio ritual. Eu sou fã de rituais, pois sei que eles empoderam o nosso caminho.

Espero que este artigo te possa ter ajudado e inspirado de alguma forma.

Acredita sempre em Ti e Honra e Assume Quem És,

Mereces, merecemos, o melhor para as nossas vidas.

Aproveito para te convidar para uma conferência online gratuita, com o tema “A Busca de Sentido”, que estarei hoje a dar para a Mindalia Televisão, pelas 22h00.

Podes aceder à conferência aqui neste link: https://youtu.be/3tMqvwEYBEw

Até logo, ou até breve,

Estou disponível através do meu email: claudiamachado@claudiamachado.com

Um Abraço,

Em Amor,

Cláudia
Convido-te a visitares:

>> O meu canal de YouTube, que podes subscrever: https://www.youtube.com/channel/UCOfA156NpTJwBJNPtB5fOfQ

>> Aqui encontras testemunhos sobre o meu trabalho: https://claudiamachado.com/testimonial/

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>> E se gostas do meu trabalho, e me queres acompanhar mais de perto, podes pedir adesão ao meu grupo no Facebook “Desperta Para O Teu Coração”: https://www.facebook.com/groups/despertaparaoteucoracao/

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